Disque Denúncia Bahia - O Cidadão Contra o Crime

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Segundo o major, policiais avançaram e o adolescente e Cajá se renderam. Já Gil deixou o imóvel pelos fundos, abrindo fogo contra as guarnições. “Ele acreditou que o fato de estar armado iria facilitar a fuga”, conta o major. Gil foi alcançado e morto.

Cajá – que tinha mandado de prisão em aberto por tráfico - e o adolescente foram levados para a 26ª Delegacia, em Vila de Abrantes, onde foi instaurado o inquérito que apura a morte do PM. Na unidade, outro integrante da quadrilha já havia sido preso por agentes da unidade: Leonardo Gonzaga Santos, o Léo Pequeno, tinha mandado de prisão decretada também por tráfico.
Foragido, Carcunda teve a prisão preventiva solicitada pelo delegado Marcos Tebaldi. Além dele, um outro integrante do bando, cujo nome é mantido em sigilo, está sendo procurado.

História Contestada 
A versão para o crime apresentada pelo major Ricardo Passos, da 40ª Companhia Independente (Nordeste), foi contestada pelo delegado Marcos Tebaldi, da 26ª Delegacia (Vila de Abrantes). Segundo o major, o PM morto na noite de quarta-feira foi vítima de uma cilada armada pela amante de 16 anos, por ordem do traficante Gordo. O motivo seria passional, já que a jovem mantinha um relacionamento amoroso com o bandido.

O major disse que o PM retornava para casa, na Saramandaia, mas algumas ligações da jovem fizeram desviar o caminho, rumo à casa da moça, em Vila de Abrantes, onde foi morto.

No entanto, o delegado Tebaldi afirmou  que Tiago foi assassinado por ter sido identificado pelos traficantes. Disse ainda que ele havia ido à casa da jovem para devolver um molho de chaves que ela tinha deixado em seu gol branco e de vidros escuros no último encontro. Quando Tiago chegou à casa da amante foi abordado por um grupo armado.

Os bandidos, segundo o delegado, revistaram o veículo e encontraram a farda de Tiago. O PM estava de joelhos quando foi morto. Tebaldi confirmou que o soldado mantinha um relacionamento extraconjugal com a jovem. O delegado chegou a essas conclusões após interrogar a jovem horas após o crime, além de ter ouvido o adolescente que participou do assassinato e que confirma as declarações da moça.

O  inquérito, no entanto, ainda não está encerrado. A adolescente deve ser ouvida novamente. Sem dar detalhes, ele quer ter certeza de que ela não está envolvida na morte do PM. A adolescente está sob custódia do Ministério Público Estadual.

A mãe dela também será ouvida posteriormente. Ela confirmou que a filha ainda se encontrava com o policial.

Criminosos com fichas extensas
Todos os envolvidos na morte do PM são velhos conhecidos da polícia. O Carcunda, apontado como o autor dos disparos, responde a três inquéritos e um processo por tráfico, homicídio e assalto.

No dia em que matou Tiago, deixou a delegacia de Camaçari, após ter sido beneficiado com um alvará de soltura. Já Ginevaldo, morto no confronto, também já foi fichado várias vezes. Só na 26ª Delegacia foram idas e vindas por tráfico e assalto.

Depois de Gordo, o comando é dele. Segundo a polícia, ele passou de mero usuário a dono de “bocas” após a saída de um traficante conhecido como Jack, que foi expulso da área por rivais.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br